12 de Julho de 2009
10 de Julho de 2009
Gerenciamento de vida não é comigo, viu?
E como uma pessoa pode ser tão adultinha e tão criancinha ao mesmo tempo? Não é à toa que eu durmo tanto.
E como uma pessoa pode ser tão adultinha e tão criancinha ao mesmo tempo? Não é à toa que eu durmo tanto.
9 de Julho de 2009
Hoje, pela segunda vez neste ano, o Pablo atendeu um desses telefonemas tentativa de golpe. No primeiro, o cara se apresentou como guarda rodoviário, falou de um acidente na marginal e ficou tentando pescar informações. Como o Pablo saiu driblando, entrou outro cara na linha fazendo voz de vilão pra falar do seqüestro de não sei quem. A gente achou graça. E eles também, viu?, pelo que ouvi grudada no telefone.
O de hoje foi telefonema a cobrar. Deixe sua mensagem, bip, e "Papai! Bateram em mim, papai! Bateram em mim!". Grudei de novo o ouvido no telefone e o Pablo "Ih, você ligou errado, hein?". E dá-lhe "Papai, me bateram" seguido de "Não sou eu, não" umas três vezes até que o/a menino/a arriscou um "Eles querem dinheiro, papai!". O Pablo lamentou mais uma vez, desligou o telefone, e a gente riu e riu e riu.
É feio dar risada disso?
Sei que por não ter filho, nem carro, nem celular, a trinca de ouro desse tipo de golpe, a gente pode se dar ao luxo de não mover uma ruga sequer de preocupação. Mas, ao mesmo tempo, a coisa é tão primária...
Vejam bem, tudo que os golpistas queriam era um nome. Tudo que eles esperavam após o papai, me bateram, era um fulanildo?! fulanildo, é você?!, e pronto, tamo aqui com o fulanildo e vamo matá ele se tu não pagá. É tão bobo, tão bobo...
Tão bobo que estamos até torcendo pra acontecer de novo em breve pra gente poder brincar.
Trimmm! Chamada a cobrar. Bip. "Papai! Bateram em mim, papai!" "Tagaioshi?! É você, meu filho? Tagaioshi Mushimura?"
É feio brincar com isso?
O de hoje foi telefonema a cobrar. Deixe sua mensagem, bip, e "Papai! Bateram em mim, papai! Bateram em mim!". Grudei de novo o ouvido no telefone e o Pablo "Ih, você ligou errado, hein?". E dá-lhe "Papai, me bateram" seguido de "Não sou eu, não" umas três vezes até que o/a menino/a arriscou um "Eles querem dinheiro, papai!". O Pablo lamentou mais uma vez, desligou o telefone, e a gente riu e riu e riu.
É feio dar risada disso?
Sei que por não ter filho, nem carro, nem celular, a trinca de ouro desse tipo de golpe, a gente pode se dar ao luxo de não mover uma ruga sequer de preocupação. Mas, ao mesmo tempo, a coisa é tão primária...
Vejam bem, tudo que os golpistas queriam era um nome. Tudo que eles esperavam após o papai, me bateram, era um fulanildo?! fulanildo, é você?!, e pronto, tamo aqui com o fulanildo e vamo matá ele se tu não pagá. É tão bobo, tão bobo...
Tão bobo que estamos até torcendo pra acontecer de novo em breve pra gente poder brincar.
Trimmm! Chamada a cobrar. Bip. "Papai! Bateram em mim, papai!" "Tagaioshi?! É você, meu filho? Tagaioshi Mushimura?"
É feio brincar com isso?
8 de Julho de 2009
Vamos fazer terapia tesaural.
Resignar-se -> conformar-se -> inexcitabilidade:
V. suportar, arrostar, sofrer, aturar com paciência; ter paciência de um santo, fazer da paciência a fórmula solucionadora de todas as dificuldades, afrontar com um sorriso despreocupado, munir-se de paciência, desafrontar-se de cuidados, sentir-se sobranceiro a todas as misérias, compor o rosto, fazer cara alegre a;
mostrar, não perder a serenidade de ânimo; morrer às paixões, compor-se com sua mágoa, sofrer tudo de boa sombra, criar calo na paciência;
suportar o pairo, o choque, o embate, a mecha; sofrer com ombridade as contrariedades, murar a paciência contra, não achar mau de todo, ter lombo para;
estivar, calejar, blindar a paciência; lançar o coração ao largo, fazer das tripas coração, não se ralar, moderar-se, comedir-se, subjugar-se, fugir de excessos e de exageros, coibir-se, conter-se, bridar-se, refrear-se, sofrear-se, dominar-se, reportar-se, suster-se, submeter-se, resignar-se, fazer da necessidade uma virtude, mergulhar-se no letargo, desimpressionar-se, conformar-se, reconciliar-se com, circunscrever-se, limitar-se;
sufocar, debelar, agüentar, arcar com, fazer face a, desalterar-se, desfanatizar-se, aplacar-se, serenar, desagastar-se, desagoniar-se, desassanhar-se, despreocupar-se, voltar a calma e a reflexão, saber opor o estoicismo aos rudes embates da adversidade.
(do Dicionário Analógico da Língua Portuguesa de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, uma das poucas coisas que eu agarraria em caso de incêndio)
Resignar-se -> conformar-se -> inexcitabilidade:
V. suportar, arrostar, sofrer, aturar com paciência; ter paciência de um santo, fazer da paciência a fórmula solucionadora de todas as dificuldades, afrontar com um sorriso despreocupado, munir-se de paciência, desafrontar-se de cuidados, sentir-se sobranceiro a todas as misérias, compor o rosto, fazer cara alegre a;
mostrar, não perder a serenidade de ânimo; morrer às paixões, compor-se com sua mágoa, sofrer tudo de boa sombra, criar calo na paciência;
suportar o pairo, o choque, o embate, a mecha; sofrer com ombridade as contrariedades, murar a paciência contra, não achar mau de todo, ter lombo para;
estivar, calejar, blindar a paciência; lançar o coração ao largo, fazer das tripas coração, não se ralar, moderar-se, comedir-se, subjugar-se, fugir de excessos e de exageros, coibir-se, conter-se, bridar-se, refrear-se, sofrear-se, dominar-se, reportar-se, suster-se, submeter-se, resignar-se, fazer da necessidade uma virtude, mergulhar-se no letargo, desimpressionar-se, conformar-se, reconciliar-se com, circunscrever-se, limitar-se;
sufocar, debelar, agüentar, arcar com, fazer face a, desalterar-se, desfanatizar-se, aplacar-se, serenar, desagastar-se, desagoniar-se, desassanhar-se, despreocupar-se, voltar a calma e a reflexão, saber opor o estoicismo aos rudes embates da adversidade.
(do Dicionário Analógico da Língua Portuguesa de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, uma das poucas coisas que eu agarraria em caso de incêndio)
6 de Julho de 2009
3 de Julho de 2009
Coisas que não suporto mais ver nas minhas andanças pela internet, por favor parem:
Bruno, do Saxa Barão Cohen. Não me lembro de ter dado uma única risada em Bore-rat. Não tenho o menor interesse em ver Bruno no cinema e não agüento mais ver aquele biquinho em foto, chega.
Leide Gága. Surgiu do nada, não sei quem é, não quero saber, sei que detestaria, me irrita.
Casal com oito filhos e um programa de televisão. Simplesmente não.
Bruno, do Saxa Barão Cohen. Não me lembro de ter dado uma única risada em Bore-rat. Não tenho o menor interesse em ver Bruno no cinema e não agüento mais ver aquele biquinho em foto, chega.
Leide Gága. Surgiu do nada, não sei quem é, não quero saber, sei que detestaria, me irrita.
Casal com oito filhos e um programa de televisão. Simplesmente não.
2 de Julho de 2009
Who wrote the phrase "No man is an island"? John Donne? John Milton? John F. Kennedy? Jon Bon Jovi? Jon Bon Jovi. Too easy. And, if I may say so, a complete load of bollocks. In my opinion, all men are islands. And what's more, now's the time to be one. This is an island age. A hundred years ago, you had to depend on other people. No one had TV or CDs or DVDs or videos or home espresso makers. Actually, they didn't have anything cool. Whereas now, you see, you can make yourself a little island paradise.
The important thing in island living is to be your own activities director. I find the key is to think of a day as units of time each unit consisting of no more than 30 minutes. Full hours can be a little bit intimidating and most activities take about half an hour. Taking a bath: One unit. Watching Countdown: Okay, one unit. Web-based research: Two units. Exercising: Three units. Having my hair carefully disheveled: Four units. It's amazing how the day fills up.
De About a Boy.
:(
The important thing in island living is to be your own activities director. I find the key is to think of a day as units of time each unit consisting of no more than 30 minutes. Full hours can be a little bit intimidating and most activities take about half an hour. Taking a bath: One unit. Watching Countdown: Okay, one unit. Web-based research: Two units. Exercising: Three units. Having my hair carefully disheveled: Four units. It's amazing how the day fills up.
De About a Boy.
:(
1 de Julho de 2009
A recente sessão nostalgia foi legal, mas não me fez muito bem. Eu sinto tanta pena da menina que eu era...
Tristeza é você preparar um pão na panela pro seu café da manhã, apagar o fogo no ponto ideal de douradice e gostosura, e ele cair no chão no curto caminho da frigideira ao prato. Cair no chão debaixo do fogão. Recusando-se a aceitar a realidade, você se agacha pra salvar sua iguaria, estica o braço debaixo do fogão, e sai segurando, em vez do pão, a armadilha pras baratas que nem existem na sua casa.
Vamos voltar pra cama, que esse dia está perdido.
Vamos voltar pra cama, que esse dia está perdido.
30 de Junho de 2009
28 de Junho de 2009
Estou tentando me lembrar do que eu gostava lá pelos idos de oitentepoucos no lugar do Jacko e não consigo. Acho que o rádio ficava ligado na Manchete, às vezes, e eu ouvia o que passava. Uma música que eu a-ma-va era Careless Whisper, do George Michael. Que tal? Vi que é de 84. Se ouço ela hoje, canto junto, com toda a pungência que merece.
Ah, lembrei de outra escrevendo este post! Fui ver, também é de 84. Eu a-ma-va Still Loving You... do Scorpions! Bwahaha! WTF? Eu tinha 9 anos!
Acho que a gente gostava de Culture Club, né,
Karma Camiii-iii-laaa?
Ah, lembrei de outra escrevendo este post! Fui ver, também é de 84. Eu a-ma-va Still Loving You... do Scorpions! Bwahaha! WTF? Eu tinha 9 anos!
Acho que a gente gostava de Culture Club, né,
Karma Camiii-iii-laaa?
26 de Junho de 2009
Ui, cada coisa que estou lendo sobre o Jacko. Um leitor da Salon disse que só Stevie Wonder e Paul McCartney, de gente viva, chegam perto dele musicalmente. Jura? Alguém mais concorda? Pra mim, o Jacko foi um dia um bom cantor e um bom dançarino, só.
Nem sei por que escrevi este post. Deve ser a tal necessidade de vomitar. Dor de olho lancinante também.
Nem sei por que escrevi este post. Deve ser a tal necessidade de vomitar. Dor de olho lancinante também.
25 de Junho de 2009
Tenho carinho por este filme, Frankie & Johnny, gosto muito desse final, tenho muito dessa personagem, e às vezes penso nessa música, na cama, pra me ninar.
24 de Junho de 2009
Sabe o problema de não ter amigo, mas ter infinitas gentes pra ler/ver na internet? É que as "conversas" ficam mais sérias do que deveriam e se alongam indefinidamente.
Por exemplo, na sua ainda inabalável esperança de encontrar um filme de terror que preste, você vê mais uma porcaria e fica louca pra dividir sua frustração. Se tivesse um amigo, vocês comentariam o filme por uma meia hora, ririam a valer, sairiam pra tomar sorvete, fim de história. Nas infinitas gentes da internet, você vai ler uma ou duas críticas no imdb e não pára mais. Uma, duas, vinte páginas de críticas, horas disso. E aí você encontra gentes que "nossa, penso igual!", e outras que "como é possível ela pensar isso?", e em vez de só lamentar e rir da porcaria, você começa a remoer a preguiça dos roteiristas, o declínio da inteligência, a falta de qualquer tentativa de originalidade que hoje impera, e tudo que há de errado no mundo. Exclamação. É cansativo. E você devia estar trabalhando.
Tudo isso amplificado pelo fato de você só ler ler ler, ouvir ouvir ouvir, e NUNCA vomitar a sua parte, e tem-se a receita da vida insalubre que é a minha, todo dia.
Equilíbrio, não trabalhamos.
Por exemplo, na sua ainda inabalável esperança de encontrar um filme de terror que preste, você vê mais uma porcaria e fica louca pra dividir sua frustração. Se tivesse um amigo, vocês comentariam o filme por uma meia hora, ririam a valer, sairiam pra tomar sorvete, fim de história. Nas infinitas gentes da internet, você vai ler uma ou duas críticas no imdb e não pára mais. Uma, duas, vinte páginas de críticas, horas disso. E aí você encontra gentes que "nossa, penso igual!", e outras que "como é possível ela pensar isso?", e em vez de só lamentar e rir da porcaria, você começa a remoer a preguiça dos roteiristas, o declínio da inteligência, a falta de qualquer tentativa de originalidade que hoje impera, e tudo que há de errado no mundo. Exclamação. É cansativo. E você devia estar trabalhando.
Tudo isso amplificado pelo fato de você só ler ler ler, ouvir ouvir ouvir, e NUNCA vomitar a sua parte, e tem-se a receita da vida insalubre que é a minha, todo dia.
Equilíbrio, não trabalhamos.
20 de Junho de 2009
15 de Junho de 2009
Eu ia falar que ontem foi um dia de grande celebração por uma causa importantíssima: eu não moro mais perto da Augusta. Êêêêêêê! Vivaaaa! Ufaaaa! Mas aí tive que atravessar os restos da parada pra, com muito custo, chegar da Angélica ao metrô Consolação e, putz, foi minha very own caminhada do orgulho ranheta, minha gente. O que talvez a primeira frase já indicasse, mas enfim.
Quando finalmente consegui vencer os montes de lixo, barulho e gente bêbada e entrar no trem novo pela primeira vez, vi que estou velha mesmo. E que bom! I'm glad I'm not younnnng anymoooore. Vou pra sempre imitar Liz Lemon: "OMG! Youths!", e sair correndo.
Coméque alguém se mete voluntariamente no meio de uma multidão é algo que jamais entenderei.
Mas ontem teve muito beijinho, abraço, cosquinha, tagarelice e Bebeeeels de sobrinha, que enche o tanque de felicidade por dias e dias e dias.
Quando finalmente consegui vencer os montes de lixo, barulho e gente bêbada e entrar no trem novo pela primeira vez, vi que estou velha mesmo. E que bom! I'm glad I'm not younnnng anymoooore. Vou pra sempre imitar Liz Lemon: "OMG! Youths!", e sair correndo.
Coméque alguém se mete voluntariamente no meio de uma multidão é algo que jamais entenderei.
Mas ontem teve muito beijinho, abraço, cosquinha, tagarelice e Bebeeeels de sobrinha, que enche o tanque de felicidade por dias e dias e dias.
