nervocalm gotas

30 de abril de 2008

Grande batalha travada aqui em casa ontem à noite:

incenso nauseabundo das vizinhas idem
x
Gleide Neutra Fresh


Tá certo que eu já tinha vedado preventivamente a janela do meu quarto, que fica mais próxima à fonte do futum, e que a chuva ajudou a purificar o ambiente e dissipar o cheiro de flor doce queimada do inferno. Mas! Gleide Neutra Fresh surpreendeu e mascarou com-ple-ta-men-te o leve fedor de macumba que ameaçava tomar conta da minha sala. Viva Gleide! Vamos ver se ele continua vencendo caso repitam-se as condições da noite retrasada, quando a espaçosidade das vizinhas, o calor, o ar parado e o meu azar transformaram minha casa num verdadeiro terreiro e me obrigaram a abrir todas as janelas e a porta à meia-noite pra ver se a nhaca pesada se esvaía um tiquinho que fosse. Força, Gleide! Não me decepcione!

E pra me acalmar: ninguém consegue queimar incenso dia após dia por semanas a fio, né? Por favor, não digam que sim. Se eu passei mal daqui! Sei que é feio, mas estou torcendo pra elas passarem uma noite inteira vomitando, com dor de cabeça e olhos bem vermelhos ardendo loucamente... Aposto que nunca mais chegariam perto de um incenso. Sei que é feio, mas faço figa.

29 de abril de 2008

internet faz bem, faz mal

Porque aí você topa com fotas de gente que leva a vida que você queria, num lugar que você só sonha, e a inveja é tanta que dói, de dor.

É possível para um ator meio burro fazer o papel de uma pessoa muito inteligente?

...

Repensando no dia seguinte: talvez eu devesse ter perguntado simplesmente se um ator é capaz de interpretar uma pessoa mais inteligente que ele.

Tá rolando pelos blogs um meme (meme é isso, né?) sobre as xis coisas que você gostaria de fazer antes de morrer. Gente, vocês não sabem como isso aviva a minha morbidez. Basta dizer que minha resposta só teria um item, não xis. Uma vez, na faculdade, um professor pediu que cada um escrevesse onde se via profissionalmente dali a 5, 10, 15 e 20 anos (é, esse é o tipo de aula que tem na faculdade de jornalismo). Não consegui me segurar, a tentação foi muito grande. Minhas respostas só descreviam a progressão do meu estado de putrefação. Claro que não entreguei o papelito no dia, mas estou sentindo que vou entregar agora, ó. Não quero fazer nada antes de morrer; eu quero é morrer.

28 de abril de 2008

Como assim, Uais, colméia não tem acento? Desculpa, mas não.

Aquele bode, né?, de você não ser boa pra nada.
De que até podia ser, mas preferiu dormir.

por que, por que, por que...

...alguns sistemas de verificação de palavras - digite os caracteres bababá - procuram dificultar ao máximo a legibilidade das letrinhas? Qual é a lógica disso?

27 de abril de 2008

Quase passou abril, eu não pintei a tal parede de vermelho, e ontem decidi que não vale mais a pena pintar. Não dá pra continuar aqui por muito tempo. Não estou achando graça em morar com as vizinhas, em ouvir tudo da vida delas como se estivesse num quarto de república ou num albergue. Não posso mais deitar na cama relaxada pra ver um filme ou ler tranqüila, porque se elas começam, eu me irrito, e se eu me irrito, demoro horas pra me desirritar. Então, deu sete da noite, eu levo meu puto pra sala e fecho a porta do quarto e só volto à meia-noite torcendo pra que elas tenham saído ou estejam quietas pra variar. Realmente não tem graça. Nosso contrato de aluguel é de dois anos e meio, mas sem precisar pagar multa depois de um ano de ocupação. Setembro. Acho que vou procurar apartamento de novo esse ano, dai-me forças. E lágrimas, porque também está sem graça essa recém-surgida dificuldade pra chorar.

O estrago que dois anos e meio de Augusta me fizeram está difícil de ser desfeito. Mas fora me afastar da fonte de irritação quando possível, eu não sei o que fazer pra melhorar. Aí eu penso que o mundo é tão grande, tem tantos lugares melhores, tem até beleza... Por que fico aqui agastada, com gente embaixo, em cima, em volta, quase dentro de mim, num dos lugares mais feios que alguém poderia encontrar? Desçam, lágrimas da porra, desçam.

Essa era pra ir prum diário de papel, se eu ainda o tivesse.

26 de abril de 2008

Mas, no fundo, é fácil eu ficar feliz.
Hoje entrei no sacolão e tinha abobrinha amarela.
Amor. Minha primeira abobrinha amarela.

Putaquepariu, agora as vizinhas gritalhonas breganejas resolveram mesmo queimar incenso. Minha dor não tem mais fim! Só falta aparecer um vizinho que frita acarajé pro desespero tomar conta. No dia em que eu tiver um vizinho que frita acarajé, esse é o dia em que eu me retiro da vida.

Cansei de lutar contra o sistema: não vou converter roteiro .pdf pra .rtf hoje. Continuo mandando o Acrobat pras catacumbas ardentes do inferno, porém.

Num nadavê: o correio ainda está em greve?

24 de abril de 2008

Bem legal.

das invenções mais abomináveis da humanidade

Incenso.

Se um dia eu fosse entrevistada no Inside the Actors Studio e o velhinho-robô me perguntasse que profissão eu menos gostaria de seguir, acho que eu responderia: promotora de justiça.

23 de abril de 2008

- Some of us cannot be wrong.
- Por que essa agora?
- Ah, sei lá.

22 de abril de 2008

Eita, mais alguém aqui pela Vila Mariana, Aclimação ou Paraíso sentiu o chão tremer? Eu estava sentada na cadeira diante do computador e tudo balançou. Coisa da minha cabeça?

update: foi de verdade pra valer mesmo!

Como meu prédio não tem entrada de serviço, porta dos fundos, nada disso, eles criaram um sistema de recolhimento de lixo inédito e um tanto incômodo pra mim. Duas vezes por dia, às 9 da manhã e às 3 da tarde, o faxineiro passa de andar em andar tocando todas as campainhas pra recolher o lixo. Desde o início, eu fiquei constrangida. Achava melhor levar o lixo lá pra baixo eu mesma, só pra não ter que abrir a porta duas vezes por dia, às vezes dizendo "tem nada hoje não, brigada", outras dizendo "toma cá meu lixo, brigada". Com o tempo, a gente parou de abrir a porta quando não tinha lixo, e Bopla até fez um avisinho LIXO (com um saquinho fedido desenhado) pra ver se o faxineiro só tocava quando ele estivesse pendurado na maçaneta. Não deu certo, ele toca de qualquer jeito.

Enfim, não sei se é por não abrir sempre a porta, não sei por que outro motivo seria, só sei que o faxineiro aparentemente nos odeia. Odeia! Ele é todo sorrisos com as velhinhas vizinhas e fecha a carranca pra nós, responde os obrigadas delas e grunhe depois do nosso, não olha na nossa cara, sai bufando, etc. Eu fico mal. São dois problemas graves: 1) que diabo a gente fez pra deixar o cara tão puto? quem me conhece sabe que eu sou até excessivamente educada. só pra garçom de restaurante, por exemplo, eu devo falar uns 20 obrigadas por refeição. eu nunca destratei o moço na vida e Bopla, apesar de ser meio autista, também não. 2) o faxineiro tem cara de assassino retardado de filme de terror, sabe esse arquétipo? assassino retardado de filme de terror, tipo Leatherface ou membro lelé de família mutante que mora no mato à espera de outra família incauta pra atacar. eu não sou de ter medo, não, mas dá.

Que que eu faço pra gente cair nas graças do faxineiro?

16 de abril de 2008

so let it out and let it in
hey Jude, begin
you're waiting for someone to perform with

and don't you know that it's just you
hey Jude, you do
the movement you need is on your shoulders


Those are damn good verses.

the movement you need is on your shoulders

I try to live by that.

Não tem uma música que fala there's a hole in my soul? Ou seria there's a hole in my sole? Posso traduzir pra tem um buraco no meu linguado? Bopla criou a palavra insoulting e eu votei com um thumbs up. Mas é de brincadeira, é sempre de brincadeira, que a gente não é muito de sinsultar nem existe alma. Cérebro, eu acredito. There's a whole in my heart.

15 de abril de 2008

Vendo mais um documentário sobre doideiras, me aparece um daqueles letreiros de igreja batista americana com isso escrito:

THERE'S NO BUSINESS LIKE SOUL BUSINESS

Ha. You betcha.

Gente, o botox é mais antigo do que eu imaginava. Já existia na música pop dos anos 80. Se bem que isso tá parecendo mais um daqueles enxertos de pele de cadáver que o povo do E! enfia dentro das beiças.

Confesso, adoro essa canção. Era uma das que eu mais gostava de cantar no carro, mais especificamente na L2 indo pra UnB de manhã. Mas agora esse homem, essas expressões, a fita cassete girando no peito... estou completamente hipnotizada. Queria ficar vendo o vídeo sem parar madrugada adentro e cantando junto, mas estou com vergonha de Bopla. Anyways, espantou minha tristeza.

14 de abril de 2008

Um pouco por causa do circo em torno da morte dessa menina, bastante por causa das coisas ilógicas que eu vivo lendo por aí, me deu muita vontade de rever Capturing the Friedmans esses dias, e revi.

Vi esse filme no cinema assim que ele saiu, acho que em 2004, e guardei pra sempre no meu armário interno das coisas mais queridas. O que eu mais tinha guardado dele eram as cenas dos irmãos fazendo palhaçada do lado de fora do tribunal enquanto o mais novo aguardava sua sentença. Numa situação tão completamente absurda e irracional, eu entendi perfeitamente que a única coisa que eles podiam fazer era rir. Rir é a única defesa de uma pessoa racional pra não se deixar engolir pela loucura coletiva que a rodeia.

O filme partiu meu coração pela segunda vez, não só pela tragédia da família e principalmente do filho mais novo, mas acima de tudo porque a causa dessa tragédia é a morte lenta, mas facilmente observável, da razão e do bom senso. Pode ser um pouco dramático da minha parte, mas é o que eu vejo. A razão indo embora, as pessoas ficando cada vez mais melindrosas, querendo estabelecer por força que ninguém jamais seja contrariado, tentando abolir o acaso, propondo que se padronize tudo que é torto e colorido e complexo.

É claro que não estou falando só do filme agora. Mas dá muito trabalho explicar todo o resto.

...

adendo: hum, interessante. nível avançado, porém, e em inglês. só pra quem viu o filme, lembra bem dele, tem bastante interesse no caso e noutros casos parecidos. ou seja, só pra mim mesmo.

13 de abril de 2008

Jesus, os brucutus tão soltos. Uns soltando fogos, outros urrando da janela. Bando de otário! Eu quero ver morrer no palestra! Seria bom, meu filho, seria ótimo. Vai também, vão todos.

E a vizinha gritalhona ontem, à uma e meia da manhã: eu quero que você moooorra! fuôôôda-se! fuôôôda-se! eu quero que você moooooooooorrrrrra! E eu pensando a mesma coisa, olha a coincidência.

Soam os sinos das seis na catedral do Paraíso. Deus não existe.

Meo, deu até vontade de ir pular na piscina do Sesc agora. Mas tem que trabalhar, né? Trabalhar é chato. Ainda mais quando é domingo pro resto do mundo e você quer pular na piscina do Sesc e ficar lendo fóruns de discussão sobre filmes e crimes na internet e perder tempo sem culpa.

(trabalhar em casa é jamais perder tempo sem culpa)

12 de abril de 2008

Para vocês fãs do House e demais pessoas também: :)

11 de abril de 2008

mais entusiasmos
que ninguém mais compartilha


Não é super interessante que os americanos digam fuck you!
e os ingleses digam fuck me!?

...

Foi o que eu pensei.

10 de abril de 2008

Acho que eu também precisaria de outro cartaz com um TRABALHA! escrito em letras garrafais, mas não quero decorar minha casa com motivos fúnebres.

E tempos atrás, Bopla mandou fazer uma plaquinha dessas de mesa de trabalho só com a palavra COLOQUE-SE pra ver se motivava nossa vida profissional. Ela fica por aí, no meio da bagunça, enquanto a gente enrola e faz coisas inúteis na internet.

Duas pessoas menos ambiciosas ninguém jamais encontrará.
Tem uma ponte no nosso futuro, que eu sei.

Como eu sou negativa, não? O fato é que eu passei o dia mais lindo e gostoso ontem com a minha irmã e a minha sobrinha, que fez a alegria do xópim distribuindo gritinhos e risinhos pra todo mundo. Primeira coisa que me veio à cabeça quando acordei hoje? Risinho de Catarinushka.

E como eu sou mesquinha, não? Tanta coisa bem pior acontecendo com gente querida e eu falo do ônibus. Fugindo da alegria e da tristeza, falo do ônibus. Foda-se o ônibus. De verdade e na minha cabeça.

Só risinho e cheirinho de sobrinha.

9 de abril de 2008

Tudo errado no mundo e, gentes, não agüento mais.

Entrei e imediatamente desci de dois ônibus hoje ao ouvir
o som do bostevê.

Vou responder na mesma altura:

SHOOT THEM NOW!

Putaquepariucaralhosifudêmarqueteirosdoinfernoqueimemlentamente!

.

(keep calm and carry on)

8 de abril de 2008

êêêêêê!
chegou minha primeira compra do etsy!




êêêêêê!


Ontem vimos mais um episódio e, desde então, não paro de falar cow creamer na cabeça ou bem baixinho. Cow creamer, cow creamer, cow creamer. Tem umas palavras tão gostosas de falar, né?

Brincar de thesaurus ficou ainda mais legal.

no qual mais uma vez pelejo
pra decifrar a lógica por trás das coisas


Li mais um post por aí hoje na linha 'eu odeio quem odeia o Bush'. Sempre fico intrigada pra saber se a birra é com o anúncio público do ódio ao Bush, com o pacote completo de quem anuncia que odeia o Bush (tipo camiseta do Che Guevara com bandeira do PSTU em passeata antiimperialista na frente do Masp), ou com o antismo ao Bush em si. Resumindo a intrigância: o problema é que se deveria gostar do Bush?

Vou morrer sem saber, porque nunca vou perguntar.

Se o problema é o fato de não aprovar o Bush, aí o fenômeno fica ainda mais interessante quando você constata que muita dessa gente que malha quem malha o Bush vive malhando o Lula principalmente por ser burro ou falar errado - duas áreas nas quais o Bush inegavelmente brilha - e, ao mesmo tempo, acha política uma coisa cafona.

Aí eu concordo. Mas acho cafona dos dois lados.

Para evitar confusões: este não é um post político, é um post da editoria comportamento, entre o anúncio de xampu pra cabelos tingidos e os 10 novos modismos do Orkut.

Nessas horas de crimes badalados eu agradeço mais uma vez ao meu bom-senso (e preguiça e timidez e covardia) por não ter ido ser jornalista. Ufa, hein?

6 de abril de 2008

Sim, delivery de empada.

E não de uma empada qualquer, do Rancho da Empada.

Aleluia, irmãos.

Tive uma idéia pruma sitcom inspirada na minha vida. Eis o argumento:

Um casal jovem busca o lugar ideal pra morar. Em cada episódio eles se mudam pruma casa nova, e em cada casa eles descobrem um problema novo a ser evitado na próxima.

O piloto abre com mocinha e mocinho desencaixotando felizes sua mudança (em sitcom, as pessoas desencaixotam a mudança felizes). O apartamento é novo, bem localizado, perto de tudo, perfeito. Os dois montam a casa inteira fazendo planos e piadas até desabarem, exaustos e realizados, no sofá pra descansar. É aí que... pipipipipiii pipipipipiii pipipipipiii pipipipipiii. Tem um alarme de garagem bem debaixo da janela. Claque. Nos 17 minutos seguintes, mocinho e mocinha se descabelam muito e perdem muito o sono e cruzam com gente muito doida e passam por situações muito cômicas pra se livrar do problema, mas nada. Só resta encaixotar tudo outra vez! Claque. Em meio às caixas, mocinho e mocinha otimistas travam o seguinte diálogo sorridente:

- Bem, querida - soquinho no ar - agora é procurar casa nova.
- Desta vez, sem nenhum alarme de garagem por perto!

Claque. Beijinho. Créditos.

Em cada episódio seguinte, uma casa diferente com um problema diferente. Em todos os episódios, o mesmo final:

- Bem, querida - soquinho no ar - agora é procurar casa nova.
- Desta vez, sem nenhuma antena de rádio por perto!

Só que, eis o charme, sempre acrescentando os problemas dos episódios anteriores também:

- Bem, querida - soquinho no ar - agora é procurar casa nova.
- Desta vez, sem nenhuma república estudantil por perto!
- Nem antena de rádio!
- Nem alarme de garagem!

Claque delirante.

Como eu já vislumbro o sucesso e a vida longa da minha série, chegará o dia em que o episódio de 22 minutos será inteirinho tomado por esse diálogo. Ele abre com mocinho e mocinha em meio às caixas de mais uma mudança pra mais uma casa nova e:

- Bem, querida - soquinho no ar - mais uma casa nova.
- Desta vez, sem nenhum canil por perto!
- Nem família corticeira!
- Nem casa de aluguel pra festa tecno!
- Nem escola de samba!
- Nem zona de prostituição da moda!
- Nem igreja evangélica!
- Nem vizinho baterista!
- Nem estacionamento que vira forró aos fins de semana!
- Nem caraoquê de quinta categoria!
- Nem empregada surda que ouve am!
- Nem torcedor fanático que solta fogos pela janela!
- Nem posto de gasolina 24 horas!
- Nem barzinho de música ao vivo!
- Nem parede dividida com quarto alheio!
- Nem república estudantil!
- Nem antena de rádio!
- Nem alarme de garagem!

E outras coisas nesse meio que eu ainda nem imagino.

Claque.

5 de abril de 2008

Do passado. Estranho, estranho. Deu vontade de rever.
(porque eu estava ouvindo Scorchi Chornie, a musiquinha de fundo)

Este é um blog velho, chato e estraga-prazeres.

Gente alegre tem todas as prerrogativas, inclusive a de incomodar.

"Ai, mas é sexta-feira! A gente precisa se divertir! Vem dançar com a gente!" é um argumento invencível e humilhante. Você vai insistir mesmo? É feio.

"Ai, mas é um dia como outro qualquer. Eu preciso dormir / pensar / ler / trabalhar / ficar quieta / chorar / cantarolar baixinho / jogar paciência / ver um filme / ouvir minha própria música, que é tristinha. Se diverte um pouco mais baixo." simplesmente não cola. É feio.

2 de abril de 2008

pergunta que me tira o sono
ou cadê manual de instruções?


Por que é que: quando liga uma pessoa querendo falar com o Marco Antônio ou a Doutora Tânia ou a DSI Transportes e eu digo que não é daqui e a pessoa pergunta 'com quem eu falo' e em vez de responder 'é Bel Seslaf, filha de dona Tets e do Doutor S., tia da Catarina, casada com Bolops, 32 anos, brasiliense, tradutora, atual dona do telefone para o qual você ligou, prazer' insisto delicadamente que 'não é o Marco Antônio nem a Doutora Tânia nem a DSI Transportes', por que - eu pergunto - por que a pessoa diz 'noooossa! pff!' e desliga ofendida?

ontem no ônibus

Cobrador pro motorista: Tão querendo destruir o mundo, é?
Motorista: Ahn?
Cobrador: Tão querendo destruir o mundo, é?
Motorista: Por quê?
Cobrador: Os cientistas. Eles querem repetir o Big Bang.
Motorista: Ahn?
Cobrador: Aquele esquema lá do Big Bang.
Motorista: ...
Cobrador: Só que pode abrir um buraco negro gigante no espaço e...
Motorista: Nnnggnhé.
Cobrador: (baixando a voz) ...destruir o planeta.
Motorista: ...

Cobrador volta a ler o artigo da revista. Chega o meu ponto.

1 de abril de 2008

Ai, acabaram meus Project Runway. Já vi todo o quarto, acabei de ver o terceiro, vou sentir falta. :(

Minha coleção preferida continua sendo a do Jay, da primeira temporada. Era cheia de fofurinhas. Nunca misqueci dessa, ó, por exemplo. Eu seria uma menina feliz com essa saia.

Não, eu nem gosto de moda. Sim, eu queria ter mais roupas, muito mais roupas, muito. Se eu tivesse dinheiro (e saco e empenho e inteligência compracional e descolice e saísse mais), só me vestiria quaint and quirky*. Só é complicado, viu?, ser uma pessoa que foge como o cão de ser notada, mas cobiça as roupas mais excêntricas.

*antiguinha-bonitinha-esquisitinha?